Jin Shin Jyutsu - Os Fluxos de Energia

Durante suas pesquisas, Jiro Murai observou que o corpo é percorrido por circuitos de energia ou padrões de fluxo.

Esses fluxos integram e unificam todas as partes aparentemente desconexas do nosso corpo.

Para melhor compreender este conceito, imagine a energia como água.

Na atmosfera, a água geralmente é difusa, assumindo a forma de vapor. Quando o vapor se condensa, ele se transforma em chuva e cai na terra.

Como já vimos, esse processo não difere do modo como a energia se adensa ao longo das profundidades.

Quando a chuva chega à terra, ela desce das montanhas e das colinas para os vales, canalizando-se em rios.

Podemos chamar de ancestrais rios maiores e mais volumosos, por terem percorrido o mesmo leito durante milhares de anos. No fim, esses rios ancestrais se ramificam.

Esses rios fazem mais do que apenas fluir indefinidamente, sem um objetivo.

Quando correm com facilidade e abundância, eles distribuem água vitalizadora e nutrientes que geram vida no fundo do rio e nas suas margens, fertilizando toda a redondeza.

Por outro lado, quando seu fluxo é demasiadamente restrito e turbulento, eles deixam de alimentar as margens.

Os fluxos de energia do nosso corpo atuam de modo semelhante. Quando a energia circula com facilidade e abundância, o corpo, a mente e o espírito recebem alimento.

Mas quando o fluxo fica bloqueado, comprimido ou estagnado, a conseqüência é a desarmonia.

No Jin Shin Jyutsu, há três fluxos harmonizadores principais, coletivamente denominados a Trindade: o Fluxo Central Principal e os Fluxos Supervisores (direito e esquerdo).

Os Fluxos da Trindade são como os rios ancestrais do corpo, sendo o mais importante o Fluxo Central Principal.